Cores e Formas: o que elas nos falam!

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Oi meninas, voltei!!!

Desculpem a ausência pois inúmeros imprevistos aconteceram. Como sou um fiasco com o computador, perdi os arquivos duas vezes. Ainda bem que nunca confiei nesse bichinho e sempre tive o hábito de escrever primeiro em um caderno e depois passar para o computador. Até que finalmente aderi a modernidade e ….. me ferrei, e aqui estou eu fazendo tudo novamente!!!

Ainda bem que não sofro pois AMO TUDO ISSO e espero que gostem!

Boa leitura!!!

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Como a maioria das línguas faladas e escritas, o idioma das cores e formas das nossas roupas também são responsáveis pelas mensagens que enviamos. Enquanto olhamos alguém, automaticamente estamos lendo essa pessoa em suas declarações feitas pela maneira de se vestir.

As cores, formas e texturas de nossas roupas formam juntas um conjunto de símbolos que são a base da nossa comunicação não verbal. São símbolos que não nasceram da noite para o dia, mas que há milhares de anos nos comunicam o sexo, idade, classe, origem, personalidade, opiniões, desejos e até mesmo o humor do momento. Podemos não colocar em palavras todas essas informações, mas fazemos isso inconscientemente. O sociólogo e escritor Humberto Eco nos diz em seu livro “A Psicologia do Vestir”, que 50% das roupas que vestimos são usadas para vestir o corpo, o restante é utilizado como instrumento de comunicação não verbal.

Esta comunicação pode ser interpretada com ruídos ou não, de forma agressiva ou calorosa, dependendo dos códigos do grupo em que o indivíduo está inserido. Alison Lurie nos diz que : “Nosso corpo é a tela sobre o qual colocamos tecido e cor para criar um auto-retrato agradável, que será nosso estilo, capaz de expressar diversos ângulos de personalidade e de refletir externamente tanto os desejos como os conflitos internos”. Portanto, diante de tais informações é necessário repensar nossa maneira de vestir e de comprar moda e roupa.

” primeiro saiba quem você é, depois, enfeite-se de acordo” Epictetus.

Embora tenhamos um estilo próprio, é sempre importante adaptar a imagem e o estilo à ocasiões e ambientes mais formais ou casuais. Cada ambiente pede roupas adequadas quanto a sua forma, cores e texturas, veja nos quadros abaixo algumas informações que podem ajudar:

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Referência: livro “Pequeno Livro de Estilo, guia para todas as horas”

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Referência: livro “Pequeno Livro de Estilo, guia para todas as horas”

Lembre-se que sempre é possível brincar com os dois quadros, misturando as características, para se chegar a um resultado interessante. Como já disse Inês de la Fressange: “divirta-se com a moda. Siga algumas regras, mas transgredí-las-las faz parte do estilo”. Ex: calça linho (casual) escura (formal) usada com uma blusa seda (formal) estampada (casual) e blazer jeans (casual) escuro (formal), o resultado será descontraído devido as formas e texturas (o linho e o jeans) porém, elegante (cores elegantes e a seda), projetando uma imagem de credibilidade e seriedade sem um total distanciamento, como se estivesse totalmente formal. À esta forma de vestir chamamos de SMART, tente aos poucos incorporar este novo comportamento, tornando-se dona de sua própria imagem, sendo capaz de criar o “seu estilo único”.

Porém, para algumas pessoas, a tarefa diária de escolher uma roupa é maçante, opressiva ou até mesmo assustadora. O que é perfeitamente normal, pois fomos educados a uma busca incansável de esteriótipos temporários de beleza e de tendências que diariamente nos ditam o que se deve vestir, comer, para onde viajar, como se deve educar os filhos, etc ….. uma enxurrada de informação que nos esvaziam de nós mesmos, como já foi dito no post anterior Faça as Pazes com seu Espelho.

Como já vimos anteriormente, você não precisa mais sofrer desse mal, embora o Consultor de Imagem ainda seja um profissional pouco comum no mercado (principalmente nos interiores), ele é uma ótima ferramenta para quem vive essa constante luta com o “vestir”. Ele será capaz de avaliar e dizer ao seu cliente que tipo de imagem pessoal está projetando, como otimizá-la, tornando-a mais eficiente. Este deve ser um profissional que acrescente ao seu cliente uma forma inovadora e objetiva da sua própria imagem. Para tanto, é necessário que seja realmente qualificado e tenha a sensibilidade necessária para não se prender aos seus gostos pessoais e entender que os símbolos que o cliente carrega com ele é imprescindível para se formatar um estilo pessoal.

Hoje sabemos que cerca de 80% de nossa percepção se da através da visão. Sabendo disso, não fica difícil entender porque julgamos baseados na aparência ou porque o nosso visual – e o que o compõe como: cores, formas, texturas – são tão importantes para imagem pessoal.

Estes gráficos são um resumo deste inesgotável e apaixonante assunto que é o “vestir”. Que esta seja apenas uma pitada de curiosidade, que desperte uma vontade de se olhar , de se conhecer e aprimorar sempre.

renata-biazotto Texto de Renata Biazotto: Designer de Moda Especializada em Consultoria de Imagem e Estilo, percebe o slow living como uma nova mentalidade carregada de benefícios e mudanças para nós e para o mundo.

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